5 de fev. de 2021

Pesquisa indica efeito das mudanças climáticas em Taquaritinga do Norte

Foto: Divulgação

Em recente pesquisa climatológica desenvolvida pelo pesquisador e servidor público Márcio Silva Costa sobre o histórico de chuvas na Dália da Serra observou que o volume e a regularidade das chuvas na região serrana do município diminuíram de forma acentuada nas últimas duas décadas com base no histórico pluviométrico cuja série histórica iniciou em 1963.

 “Os números evidenciam que entre os anos 60 e 90 chovia de janeiro a dezembro mesmo que variando de intensidade o que é totalmente normal nessa parte do continente, meus avós costumam falar sobre esses grandes invernos dessa época, chovia o mês inteiro de dia a noite e os riachos corriam o ano inteiro, a fartura de água era imensurável.’’ 

Segundo ele o quadro começou a se inverter no fim dos anos 90 com um super aquecimento na superfície do oceano pacífico se estendendo a partir da costa do Peru, fenômeno conhecido por El ninho que modifica a circulação dos ventos na atmosfera e dentre os efeitos é o prolongamento da estiagem na região Nordeste do Brasil. 

“O El ninho de 97 98 foi voraz e implacável, trouxe prejuízos incalculáveis, o pior acumulado anual foi em 1998 com apenas 425,3 mm, essa estiagem atípica também foi um agravante para uma escalada de incêndios florestais que consumiram vastas áreas de mata nativa, mais recentemente em 2016 e no período 2020 2021 inúmeros incêndios novamente consumiram a vegetação crucial para a manutenção dos lençóis freáticos hoje exauridos pelos famigerados carros – pipas que abastecem parte do município e dos diversos municípios circo vizinhos,

é uma população em torno de 220 mil habitantes que dependem das águas do brejo de Taquaritinga, com essa progressiva redução das chuvas essa população fica desassistida uma vez os investimentos no abastecimento publico inda são insuficientes.

’’ Ele alerta que é importante a mobilização da sociedade e comprometimento do poder público no desenvolvimento de políticas e ações de visem a conservação e recuperação ambiental, serão o fiel da balança nos próximos anos: “Os problemas estão evidentes, felizmente é possível reverter desde que haja interesse para tal, há diversas técnicas e metodologias que conciliam proteção ambiental com desenvolvimento sustentável, é possível produzir com qualidade e quantidade suficiente para garantir a qualidade de vida do homem do campo, basta interesse para fazer ...”

Da redação PE mais / Com informações da Assessoria

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