9 de set. de 2020

Presidente quer zerar imposto de itens da cesta básica

Presidente da República, Jair Bolsonaro (Divulgação/Alan Santos/Presidência da República)
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) planeja zerar o imposto de importação dos produtos da cesta básica. O objetivo é poupar críticas por um possível retorno da inflação puxada por esses itens alimentícios.

Pessoas que integraram as discussões com Bolsonaro em relação ao assunto destacaram que a proposta é, de início, propor à Câmara de Comércio e Exterior (Camex), a criação de um comitê ligado ao Ministério da Economia, para zerar a alíquota de importação do arroz vindo de países fora do Mercosul.

A intenção do governo é realizar já nesta semana uma reunião do órgão. Uma das datas em análise é sexta (11), para quando está previsto encontro do comitê-executivo de gestão para definir uma posição.

No entanto, outros itens da cesta básica, como milho e soja, também poderão ter o mesmo tratamento para conter a alta de preços. Mas deverão ser tratados em uma outra rodada de encontros.

O aumento de preços vem ocorrendo pelos varejistas como resposta ao represamento de produtos pelos agricultores. Segundo técnicos do governo, eles estão fazendo estoque para, assim, elevar o preço dos produtos.

Além disso, representantes de grandes redes de supermercados consideram que o aumento de preços se acelerou por causa de fatores como a desvalorização do real, queda das importações e o crescimento da demanda interna. Outro fator é a alta das exportações.

Apelos

Desde a semana passada, na tentativa de dar uma resposta a seu eleitorado, Bolsonaro tem telefonado para empresários de redes varejistas cobrando patriotismo e uma redução temporária de suas margens de lucro.
"Eu tenho apelado a eles. Ninguém vai usar caneta Bic para tabelar nada. Não existe tabelamento", disse o presidente em uma live nesta terça-feira (8). Mas estamos pedindo para eles que o lucro desses produtos essenciais para a população seja próximo de zero. Eu acredito que, com a nova safra, a tendência é normalizar o preço", afirmou Bolsonaro.
Associações do varejo divulgaram cartas públicas alertando para o aumento de preços. A alta chega a superar 20% em 12 meses em produtos como leite, arroz, feijão e óleo de soja –itens da cesta. Até julho, o IPCA acumula alta de 2,31% em 12 meses. Mas, no mesmo período, o item de alimentação e bebidas subiu 7,61%.

Da redação | PE+ Notícias
Com informações do NE10 Interior

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