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6 de jun. de 2020

Bolsonaro provoca aglomeração e silencia sobre regras de divulgação de casos de Covid-19

Bolsonaro provoca aglomeração em Planaltina (DF) Foto: Reprodução/Twitter
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pousou com dois helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira), na manhã deste sábado (6), na BR-020, em Planaltina (DF), a 52 km do centro de Brasília, para, por mais de uma hora, acompanhar uma blitz da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Sem máscara e acompanhado pelo pastor Silas Malafaia e alguns de seus ministros, ele foi indagado por jornalistas, quando se aproximou de um aglomerado de pessoas para fazer fotos, sobre os mais de 35 mil mortos em decorrência do coronavírus e a respeito das mudanças na divulgação dos dados nacionais sobre a Covid-19.

Apesar de ter olhado para os repórteres no momento das perguntas, ele não respondeu.

Depois de dois dias seguidos de recordes, o Brasil registrou 1.005 novas mortes por coronavírus na  última sexta-feira (5), segundo dados do Ministério da Saúde. O total de óbitos é de 35.026.

Na última sexta, a divulgação dos dados sofreu atrasos pelo terceiro dia seguido. Antes feita às 19h, só ocorreu às 22h. Horas antes, Bolsonaro defendeu o atraso da divulgação dos boletins do Ministério da Saúde e disse que, com a mudança de horário, "acabou matéria no Jornal Nacional". Ele também se referiu à Rede Globo, que veicula o Jornal Nacional, como "TV funerária".

A Globo divulgou uma nota sobre as declarações de Bolsonaro, lida na edição do Jornal Nacional. Após a divulgação dos dados pelo ministério, já depois do fim do Jornal Nacional, o Plantão da Globo, com o apresentador William Bonner, entrou no ar durante a novela das 21h. O site do Ministério da Saúde que apresentava os dados sobre a doença estava fora do ar ao menos até a publicação desta reportagem.

No Twitter, o presidente disse que o Ministério da Saúde "adequou a divulgação dos dados". Segundo o presidente, para evitar subnotificação e inconsistências, o ministério optou pela divulgação às 22h. 
"A divulgação entre 17h e 19h, ainda havia risco subnotificação. Os fluxos estão sendo padronizados e adequados para a melhor precisão", justificou Bolsonaro na rede social.
Depois de pouco mais de uma hora na blitz, Bolsonaro voltou ao helicóptero com destino ao Forte Santa Bárbara, em Formosa (GO), onde, segundo ele disse no dia anterior, iria "dar uns tiros".

Bolsonaro pousou na margem da rodovia às 9h20. Uma grande blitz estava montada no local, mas, durante a permanência do presidente, até as 10h35, os policiais rodoviários não pararam nenhum veículo para revista.

No acostamento no sentido a Brasília, Bolsonaro tirou fotos com policiais rodoviários federais e gravou vídeos a pedido dos agentes. A imprensa foi mantida a alguns metros de distância. Muitos motoristas de carros e caminhões buzinavam ao passar pelo presidente. A Folha ouviu os integrantes de apenas um veículo criticarem o presidente, chamando-o de genocida e fascista.

Com a presença de Bolsonaro, alguns carros pararam no acostamento após o bloqueio da PRF. Motoristas e passageiros se aglomeraram e o presidente foi até eles. Pegou uma criança no colo, abraçou e fez selfies com apoiadores. Alguns, assim como Bolsonaro, estavam sem máscara.

No último sábado anterior (30), Bolsonaro já havia acompanhado uma operação da PRF em Goiás. Assim como neste fim de semana, o compromisso não aparece na agenda oficial do presidente. No fim de maio, Bolsonaro trocou o comando da PRF. Saiu Adriano Marcos Furtado e assumiu Eduardo Aggio de Sá.

Em reunião ministerial no dia 22 de abril, Bolsonaro reclamou da divulgação de uma nota oficial da PRF que lamentava a morte de um integrante da corporação por coronavírus. No dia anterior, a PRF havia divulgado uma manifestação de pesar pela morte de Marcos Roberto Tokumori, 53, ocorrida naquela madrugada. Ele atuava em Santa Catarina.
A nota oficial informava que a morte ocorrera devido à Covid-19. "A doença, a Covid-19, não escolhe sexo, idade, raça ou profissão", disse a nota, assinada pelo diretor-geral da PRF, Adriano Furtado. "Contra ela, Marcos lutou bravamente", ressaltou. Segundo relatos feitos à Folha de S.Paulo, Bolsonaro criticou na reunião de 22 de abril o tom da nota, alegando que poderia assustar as pessoas e que não levava em conta possíveis comorbidades de Tokumori.
Esta reunião foi gravada em vídeo e o ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), decide nesta sexta-feira sobre dar ou não publicidade ao material.

Da redação | PE+ Notícias
Com informações da FolhaPE


Corpo é localizado em Santa Cruz do Capibaribe


Na manhã deste sábado (06), um corpo foi encontrado em um terreno de uma fazenda no Sítio Lagoa do Barbosa, nas proximidades da Vila de Poço Fundo, zona rural de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco.

Foto: Ademilton Silva
Segundo informações repassadas, a vítima foi identificada como sendo Eduardo da Silva Colino, de 37 anos, conhecido popularmente como “Dado” que foi atingido na localidade acima citada, por golpes de um objeto perfuro cortante, no interior de uma residência, ele correu e tombou sem vida.

Foto: Ademilton Silva
De acordo com informações de familiares, uma quantia de 500 reais e um botijão de gás, além de ter vários objetos revirados no interior do imóvel.

Policiais do 24° BPM realizaram o isolamento da área até a chegada das equipes da Polícia Civil e do Instituto de Criminalística (IC), que fizeram a perícia no local do crime. O corpo será encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML), na cidade de Caruaru.

Da redação | PE+ Notícias
Com informações do Blog do Bruno Muniz

Estados do Nordeste vão ao STF contra Bolsonaro e pedem volta de recursos do Bolsa Família

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Os estados do Nordeste acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para que o governo Jair Bolsonaro (sem partido) suspenda o corte de R$ 83,9 milhões do programa Bolsa Família. O governo retirou essa verba do programa para utilizá-la na expansão da publicidade oficial.

No pedido ao Supremo, assinado pelos procuradores-gerais dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte, eles pedem que o governo federal justifique a concentração de cortes no programa na região Nordeste e recomponha o valor retirado para ser usado pela publicidade do governo.

A tesourada promovida por portaria de 2 de junho, do Ministério da Cidadania, foi no segmento destinado a atender as famílias carentes da região Nordeste, onde a cobertura foi reduzida e há fila de espera para ingressar no programa.

Considerando que os beneficiários recebem, normalmente, pouco menos de R$ 200 reais, o valor de R$ 83,9 milhões, segundo técnicos do governo, seria suficiente para atender cerca de 70 mil famílias.

Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo na última terça-feira (2) mostrou que a fila de espera no Bolsa Família entre abril e maio superou 430 mil pedidos, e os recursos transferidos poderiam reduzir essa fila.

O governo, porém, optou por reduzir gastos sociais e dar mais poder ao secretário de comunicação do Palácio do Planalto, Fabio Wajngarten, cuja atuação tem sido criticada por suspeita de uso político do cargo.

O pedido de corte no Bolsa Família partiu da Presidência da República e foi aprovado pela Junta Orçamentária, formada pelo ministro Paulo Guedes (Economia) e Braga Netto (Casa Civil).

Da redação | PE+ Notícias
Com informações do Diario de Pernambuco


Paulo Câmara: 'Retomada depende dos indicadores sanitários'

Governador Paulo Câmara Foto: Heudes Regis/SEI
O senhor foi diagnosticado com Covid-19. Como está a sua saúde e como foi a sua recuperação?

Eu tive sintomas muito leves, apenas no ínicio, na primeira semana. E eu pude, ao longo desses 15 dias em casa, acompanhar todo o trabalho, participar de várias videoconferências e atividades. Também foi um momento de reclusão, de ficar em casa com a minha família. A minha esposa também foi diagnosticada (com Covid-19) e a minha filha mais nova também. Tiveram sintomas leves, cumpriram período de isolamento de 15 dias e estão bem, recuperadas. Eu também estou bem e recuperado. E agora estamos determinados a trabalhar. Eu queria aproveitar também e agradecer a todos os pernambucanos. Recebi muitas mensagens de apoio e vamos dar continuidade ao nosso trabalho.

O senhor tem notícias sobre o recebimento da parcela do auxílio aos estados e municípios? O senhor está acompanhando a votação do veto ao projeto no Senado, que ainda não foi apreciado e pode trazer modificações com impacto nos Estados?

Estamos aguardando a sanção desse auxílio, que demorou muito. O presidente da República sancionou no último dia do prazo legal, dia 27 de maio, com veto a uma questão importante, que é a questão da execução das dívidas da União (o Executivo vetou o adiamento do pagamento das dívidas dos estados com os bancos). Isso representa uma perda financeira muito grande dentro desse ponto do auxílio, que estava em discussão no Senado e na Câmara com o participação do Governo Federal. Mas, estamos aguardando a ajuda. Mesmo com valores menores, essa ajuda é importante para o combate à pandemia e a manutenção dos serviços do Estado. Há uma expectativa de, na próxima semana, esse dinheiro ser liberado, falam em dia 8, dia 9. Eu espero que ocorra realmente na próxima semana. Isso para nós é fundamental para ampliar as ações que estão sendo feitas no combate à Covid-19 e também, dentro desse planejamento nosso, das ações que são decisivas para as atividades no Estado. Para que a gente tenha uma expectativa de volta no futuro com menos sacrifício por parte do crescimento econômico.

Como o senhor viu o veto do Governo Federal ao repasse de R$8,6 bilhões para estados e municípios no combate à Covid-19?

Sempre frustrante. A gente acompanhar a construção de projetos de lei, como nós acompanhamos o auxílio emergencial, onde havia um amplo acordo e negociações no Executivo e, na hora de a lei ser sancionada e colocada em prática, teve alterações no texto. Pega de surpresa não apenas o parlamento, mas todos os entes federativos, estados e municípios. Diante de tantas restrições, toda ajuda é bem-vinda e necessária. Quando é frustrada, a gente realmente fica preocupado porque o quadro é de muitas limitações. E seria uma ajuda importante para estados e municípios no combate à Covid-19. Nós não sabemos ainda a amplitude dessa doença. Nós temos tido um momento agora de certa estabilização. Estamos fazendo as coisas da maneira certa, há uma expectativa no futuro de melhora, mas também pode vir uma segunda onda (da Covid-19). Isso tudo vai precisar de planejamento, de recursos financeiros e gente precisa estar preparado para isso. Estamos tendo uma segunda frustração de recursos a partir desse veto. O primeiro foi em relação a questão das dívidas e, agora, em relação a esse ponto.

Essas mudanças de última hora e a imprevisibilidade do Governo Federal atrapalham o planejamento do Estado?

A gente teve, no mês de maio, uma retração de mais de 35% de queda do ICMS, que é a nossa principal fonte de receita. Quando você tem queda desse nível, os serviços que antes eram ofertados, eles são prejudicados. E a ajuda que nós queremos que saia na próxima semana (auxílio aos estados e municípios) não repõe todas essas perdas. Então, nós vamos ter que, efetivamente, cortar mais serviços, diminuir gastos. Toda a ajuda está focada em salvar vidas. Isso afeta o planejamento todo. A gente tem muita obra para iniciar que não vão ser iniciadas, a gente tem alguns serviços que podem ficar prejudicados por falta de recursos financeiros. Tudo isso causa preocupação e afeta o planejamento, mas a sociedade pode ter certeza que uma das nossas garantias é manter os recursos para atendimento à saúde do cidadão. A questão de saúde e a questão de segurança estão garantidos nesse planejamento. Agora, alguns serviços vão ter algum tipo de restrição e descontinuidade. Muita coisa importante que a gente tinha planejado esse ano, de iniciar obras, realmente vai ficar esperando o momento oportuno.

O senhor anunciou o planejamento de flexibilização gradual das atividades econômicas só que os números nacionais de mortes provocadas pela Covid-19 continuam crescendo. Por que o momento agora é de flexibilizar e como é que o Estado vai acompanhar a evolução da doença?

Nós apresentamos um plano de convivência da Covid-19, que vai ser colocado com muita prudência, com um olhar em relação aos indicadores de saúde para não colocar em risco a vida das pessoas. Temos que pensar dessa forma: um retorno gradual, um retorno aos pouquinhos, sempre monitorado. Todos os dias, nós fazemos as avaliações de todas as regiões, verificando como está o atendimento, como está o crescimento, como está a questão dos óbitos, dos leitos de UTI, dos leitos de enfermaria. Todos os sábados nós fazemos o fechamento da semana para programar as semanas subsequentes. Esse plano de flexibilização foi traçado assim. Nós estamos reabrindo na segunda, dia 8, alguns setores que estavam fechados como a construção civil, o atacado, seguindo o protocolo de higiene e protocolo sanitário, que vão ser fiscalizados. E vamos avaliar a semana. No outro sábado, no dia 13, nós vamos avaliar como estão os números para decidir na segunda-feira a outra etapa, que seria comercio de bairros, os pequenos estabelecimentos e outros serviços que estão programados. Vai ser uma reabertura gradual, aos poucos, sendo avaliada semanalmente. Pode ocorrer de que, em determinada semana, nós vamos precisar restringir mais. Isso vai ser comunicado à população. E vamos torcer para que a gente possa acelerar. Na verdade, essa retomada, vai depender dos indicadores sanitários.

Alguma previsão para sentar com os setores produtivos para avaliar as demandas deles? Alguns setores não se sentiram atendidos pelo decreto de flexibilização.

Desde o início, os secretários fizeram conversas, ouviram e tem acompanhado (as demandas). Nós ouvimos todos. Evidentemente, quando você ouve e pega as sugestões, você tem que tomar as decisões. Na verdade, os setores foram ouvidos, mas algumas das suas reivindicações não foram aceitas por questões sanitárias, questões de saúde. Então, a grande queixa é essa. Nós não atendemos todas as sugestões porque não era possível em termos sanitários responder. Agora, de maneira nenhuma, o Governo vai deixar de ouvir e receber sugestões. Mas temos que tomar decisões e essas decisões estão sendo tomadas baseadas em critérios sanitários e para a proteção da população e a sua saúde.

Como o senhor avalia o tensionamento, no meio de uma pandemia, entre o Executivo e Judiciário, com população indo às ruas se manifestar?

Eu sempre vejo com preocupação essa forma como o Governo Federal tensiona as relações com os poderes federativos. Não é bom. Nós estamos no meio de uma pandemia, enfrentando uma crise mundial de saúde. Estados e municípios estão tocando de maneira solitária essas ações para salvar vidas. O Governo Federal não coordena esse processo, o Governo Federal não se preocupa com as questões sanitárias e tem outras preocupações que, no momento, não são as adequadas para ajudar o Brasil a se livrar dessa epidemia, a combater essa epidemia. Nós estamos fazendo um trabalho muito responsável, com muita determinação, mas se nós tivéssemos desde o início uma coordenação nacional, focada na ciência, ouvindo experiências internacionais e ouvindo as autoridades sanitárias, o Brasil poderia estar passando um momento muito melhor, muito menos dramático do que nós estamos vivendo hoje, com mais de 30 mil óbitos em todo o País. Nós perdemos vidas, com certeza, por falta de coordenação nacional em relação à saúde pública e com discussões e questionamentos desnecessários enquanto o foco de todos nós deveria estar concentrado na saúde pública. Infelizmente, muita energia está sendo gasta em outras ações, em outras questões, em debates muitas vezes complicados, colocando em xeque as instituições, a democracia e isso a gente não pode ser aceito. No âmbito do Estado de Pernambuco, vou continuar a trabalhar para salvar vidas e para preservar a nossa constituição, as nossas instituições em um ambiente federativo de respeito, mas também sempre falando quando for necessário, mitigando aquilo que nós entendemos que não está fazendo bem ao Brasil e ao nosso Estado.

O senhor é contra ou a favor do adiamento das eleições?

Eu sou a favor, sempre, de manter o calendário que já está definido. Agora, evidentemente, tem a questão sanitária nesse percurso e precisa ser avaliado. Está na hora de ter uma decisão. Evidentemente, se no mês de outubro, que está programada a eleição, tiver risco sanitário para as pessoas, a gente vai defender que haja um adiamento. Mas, em princípio, se puder construir alternativas que mantenham essa data seria o ideal. Porque mudanças em questões tão sensíveis como eleições tem que ser feitas sempre como última opção. Mas, como estamos em uma epidemia tem que se observar exatamente a saúde das pessoas, as regras sanitárias e, se for necessário, nós vamos acatar todas as medidas e orientações necessárias e que devem ser seguidas nesse processo.

Da redação | PE+ Notícias
Com informações da FolhaPE

Recife recebe mais 25 respiradores para equipar hospitais de campanha da Covid-19

Novos respiradores chegam ao Recife Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR
O prefeito do Recife, Geraldo Julio, anunciou, neste sábado (6), a chegada de 25 respiradores adquiridos pela Prefeitura do Recife (PCR) junto à empresa Magnamed, de São Paulo. Os aparelhos serão utilizados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) da rede de assistência de saúde destinada aos pacientes da Covid-19. Cada ventilador pulmonar custou R$ 59 mil e já vem homologado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A chegada dos equipamentos proporcionará em um aumento significativo no número de leitos de terapia intensiva ativos dos hospitais de campanha montados para atender pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19, em estado grave, no Recife. Atualmente, a prefeitura tem 864 leitos em funcionamento, sendo 212 de UTIs. Com os 25 novos respiradores, mais leitos começarão a funcionar na próxima semana.
"Os equipamentos que chegaram agora vão permitir que a gente possa abrir mais leitos de UTI, além dos 84 que anunciamos nesses últimos três dias. Esses respiradores vão ajudar nossos profissionais de saúde a salvar vidas de mais recifenses com Covid-19”, disse o prefeito Geraldo Julio.
Cerca de 9.500 pessoas já foram atendidas nos sete hospitais de campanha municipais e nos demais leitos abertos pela Prefeitura do Recife. A estrutura montada para enfrentamento à pandemia já possibilitou mais de três mil internações, ultrapassando a marca de 1.300 altas.

Da redação | PE+ Notícias
Com informações da FolhaPE


5 de jun. de 2020

Prazo para pagamento da inscrição no Enem segue até a próxima quarta-feira (10)

Foto: Marcello Casal Jr – Agência Brasil
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ampliou para até a próxima quarta-feira (10), o prazo para pagamento do boleto do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020.

Os novos boletos já estão disponibilizados e para acessá-los, é necessário que os candidatos inscritos entrem na página do participante e gerem um novo documento de pagamento, clicando AQUI.

Segundo o Inep, mais de 5,7 milhões de pessoas já tiveram suas inscrições confirmadas. A expectativa é de que cerca de 300 mil inscritos devam efetuar o pagamento para confirmar a participação no Enem 2020.

Por meio de nota, o Inep informou, ainda, que a prorrogação se deve às dificuldades decorrentes do cenário de pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Da redação | PE+ Notícias
Com informações do Blog do Ney Lima

Governo retira R$ 83 milhões do Bolsa Família e destina à comunicação

Foto: Divulgação
Uma portaria publicada na última quinta-feira (4), no Diário Oficial da União, suspende o repasse de R$ 83 milhões ao programa Bolsa Família e destina os valores para a comunicação institucional do governo federal. De acordo com o texto da medida, a suspensão da verba atinge diretamente famílias de baixa renda do Nordeste.

A decisão é assinada pelo Secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior. A medida, que ocorre em meio a pandemia de coronavírus, atinge diretamente pessoas mais pobres, que precisam dos recursos destinados a transferência de renda. 

O governo oferece, em meio a diversos problemas de avaliação e de pagamentos, um auxílio emergencial de R$ 600. No entanto, essa ajuda é temporária, e deve ser prorrogada por apenas dois meses, com valores reduzidos. A transferência de recursos do Bolsa Família para à Presidência da República ocorrem em meio a acusações de que o governo Bolsonaro atua para prejudicar moradores carentes do Nordeste.

Uma decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada em março deste ano, determina que o governo suspensa cortes do Bolsa Família no Nordeste e distribua os recursos de forma igualitária para todas as regiões do país. 

O caso foi parar no Supremo após denúncias de que o Executivo só distribuiu 3% dos recursos destinados a novos pagamentos do programa para famílias nordestinas, e concentrou no Sudeste, região onde o presidente Jair Bolsonaro teve maior número de votos nas últimas eleições.

Da redação | PE+ Notícias
Com informações do Diario de Pernambuco


Covid-19: Bolsonaro ordenou atrasar boletins para não passar em telejornais


A ordem para atrasar a divulgação de boletins epidemiológicos sobre a disseminação do novo coronavirus no país partiu direto do presidente da República, Jair Bolsonaro. De acordo com uma fonte no alto escalão do governo, a decisão é permanente e, a partir de agora, a divulgação será apenas às 22 horas.

A estratégia da Presidência é evitar que os dados estejam disponíveis no horário dos telejornais noturnos, período em que as televisões tem maior audiência, pois muitos dos brasileiros estão em casa. Mesmo sem anúncio oficial, a ordem foi dada para que os dados sejam enviados à imprensa apenas no final da noite, mesmo que estejam prontos às 19 horas.

A intenção de atrasar a divulgação dos dados existe desde a gestão do ex-ministro Luís Henrique Mandetta. No entanto, à época, o titular da pasta se recusou a acatar a ordem alegando que geraria forte impacto na resposta a pandemia.

Com Mandetta era às 17h

Na gestão Mandetta, uma coletiva de imprensa era realizada no Palácio do Planalto, todo os dias, às 17 horas. Além de responder a perguntas e dar um panorama da situação, Mandetta levava para o encontro sua equipe técnica.

Esses eventos estão cada vez mais escassos. Atualmente, o titular da pasta é o general Eduardo Pazuello, que não tem formação na área de saúde, nem mesmo experiência no setor. No entanto, ele não resiste as ordens e interferência do presidente, mesmo que contrarie especialistas e o próprio corpo técnico do ministério.

Da redação | PE+ Notícias
Com informações do Diario de Pernambuco

Lote da vacina de Oxford já chegou ao Brasil; saiba quem pode ser voluntário e como será o teste contra a Covid-19

Estudiosos tentam desenvolver vacina contra coronavírus — Foto: CDC/Unsplash
A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford, será testada em dois mil brasileiros durante três semanas, em testes conduzidos no Rio de Janeiro e em São Paulo. O Brasil é o primeiro país fora do Reino Unido que vai começar a testar a eficácia da imunização contra o Sars-CoV-2.

No Rio de Janeiro, os testes em mil voluntários serão feitos pela Rede D’Or São Luiz, com custo de cerca de R$ 5 milhões bancados pela Rede e sob coordenação do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor).

Em São Paulo, os testes em outros mil voluntários serão conduzidos pelo Centro de Referência para Imunológicos Especiais (Crie) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com financiamento da Fundação Lemann.

Três semanas de vacinação

Antonio Carlos Moraes, um dos pesquisadores da equipe do Idor, responsável pelos testes no Rio explicou que seu grupo se prepara para, a partir da semana que vem, em um esforço que deve ir até a última semana de junho, começar a triagem de voluntários para a pesquisa. Segundo ele, os escolhidos serão submetidos a testes para confirmar que não foram infectados pela Covid-19 para poder seguir com o experimento.

"Primeiro precisamos seguir as regras de segurança", disse o especialista que espera receber muitos voluntários interessados em participar da pesquisa. Neste momento, são os profissionais da saúde –que estão em maior contato com pacientes infectados – que têm a prioridade para os testes.

Imagem retirada de vídeo mostra voluntário recebendo injeção durante teste de vacina experimental de Covid-19 realizado pela Universidade de Oxford, em 25 de abril — Foto: University of Oxford via AP
A regra é a mesma para os dois centros de testagem, tanto no Rio como em São Paulo, poderão se inscrever como voluntários profissionais da saúde que atuam na linha de frente de combate à Covid-19, além de adultos entre 18 e 55 anos que também trabalhem em ambientes de alto risco para exposição ao vírus.

A Unifesp especificou por meio de um comunicado, que motoristas de ambulâncias, seguranças que trabalhem em hospitais e agentes de limpeza de hospitais também poderão se inscrever. Entretanto, a entidade esclareceu que ainda não foi iniciado o processo de recrutamento.
"A previsão é de que os procedimentos no Brasil comecem ainda em junho", garantiu em nota.
Um ano de acompanhamento

O pesquisador explicou que após as primeiras três semanas, os voluntários serão acompanhados por sua equipe durante um ano. Neste período irão por cinco vezes ao centro de investigação onde passarão por consultas, terão o sangue coletado e serão examinados para possíveis efeitos colaterais.
"Depois de um ano vamos avaliar os resultados a partir de dois parâmetros: primeiro a eficácia, a partir da porcentagem de infectados e segundo a segurança, porque não se justifica usar uma vacina que apresente mais riscos do que a própria doença." – Antonio Carlos Moraes, pesquisador do Idor
O chefe do serviço de clínica médica do Hospital Copa D’Or também explicou que o procedimento é seguro, já que a vacina usa apenas parte da proteína que reveste o material genético do vírus, e não o vírus em si, e por isso não há o risco da duplicação do Sars-Cov-2 no paciente.

Vacina e placebo

Para ser um estudo válido, Moraes explicou que há uma série de protocolos e regras que devem ser seguidos por todos os centros de investigação. Entre eles está o uso de placebo em parte dos voluntários, o que significa que nem todos receberão, num primeiro momento, essa dose da vacina contra a Covid-19.
"Dos mil participantes, 500 recebem a vacina ChAdOx1 e 500 recebem a vacina para meningite", disse o pesquisador. "Isso porque esse é um estudo extremamente importante precisa de um alto índice ético. No final do estudo, os 500 que receberam a vacina para meningite receberão a vacina da Covid-19 caso ela tenha sido eficaz, como a gente acredita que será."
No Rio de Janeiro, voluntários que façam parte do público-alvo da pesquisa devem procurar o Idor e perguntar sobre como participar do experimento. Em São Paulo, a seleção está a cargo do Crie, da Unifesp.

Aprovado pela Anvisa

Para ser conduzido no Brasil, o procedimento foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com o apoio do Ministério da Saúde. Os voluntários serão pessoas na linha de frente do combate ao coronavírus, com uma chance maior de exposição ao Sars-CoV-2. Eles também não podem ter sido infectados em outra ocasião. Os resultados serão importantes para conhecer a segurança da vacina.

Testes já começaram no Reino Unido

Com a previsão otimista de ficar pronta ainda em 2020, a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford ofereceu proteção em um estudo pequeno com seis macacos, resultado que levou ao início de testes em humanos no final de abril.

Em humanos, os testes têm apenas 50% de chance de sucesso. Adrian Hill, diretor do Jenner Institute de Oxford, que se associou à farmacêutica AstraZeneca para desenvolver a vacina, disse que os resultados da fase atual, envolvendo milhares de voluntários, podem não garantir que a imunização seja eficaz e pede cautela.

A vacina já está sendo aplicada em 10 mil voluntários no Reino Unido. A dificuldade para provar a possível eficácia está no fato de os cientistas dependerem da continuidade da circulação do vírus entre a população para que os voluntários sejam expostos ao coronavírus Sars-Cov-2.

A busca pela vacina

Para chegar a uma vacina efetiva, os pesquisadores precisam percorrer diversas etapas para testar segurança e resposta imune. Primeiro há uma fase exploratória, com pesquisa e identificação de moléculas promissoras (antígenos). O segundo momento é de fase pré-clínica, em que ocorre a validação da vacina em organismos vivos, usando animais (ratos, por exemplo). Só então é chegada à fase clínica, em humanos, em três fases de testes:
  • Fase 1: avaliação preliminar com poucos voluntários adultos monitorados de perto;

  • Fase 2: testes em centenas de participantes que indicam informações sobre doses e horários que serão usados na fase 3. Pacientes são escolhidos de forma randomizada (aleatória) e são bem controlados;

  • Fase 3: ensaio em larga escala (com milhares de indivíduos) que precisa fornecer uma avaliação definitiva da eficácia/segurança e prever eventos adversos; só então há um registro sanitário.
Depois disso, as agências reguladoras precisam aprovar o produto, liberar a produção e distribuição. Das dez vacinas em testes em fase clínica, algumas aparecem em estágio mais avançado, como a desenvolvida por Oxford, em fase 3.

A vacina do Reino Unido é produzida a partir de um vírus (ChAdOx1), que é uma versão enfraquecida de um adenovírus que causa resfriado em chimpanzés. A esse imunizante foi adicionado material genético usado para produzir a proteína Spike do SARS-Cov-2 (que ele usa para invadir as células), induzindo a criação de anticorpos.

A empresa AstraZeneca fechou com EUA e Reino Unido para cuidar da produção em escala mundial. O CEO da farmacêutica disse à rede britânica BBC, no último domingo (31), que a população pode ter acesso a 100 milhões de doses da vacina já em setembro.

Da redação | PE+ Notícias
Com informações do G1 Bem Estar


Frente Parlamentar Ambientalista vai pedir hoje o impeachment de Salles

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
A agenda ambiental do país passa por um momento tão grave que a Frente Parlamentar Ambientalista vai protocolar, hoje, no Dia Mundial do Meio Ambiente, um pedido de impeachment do ministro da pasta, Ricardo Salles. Criada em 1972, para conscientizar sobre a importância da preservação dos recursos naturais, a data também pretende provocar uma postura crítica e ativa em relação aos problemas ambientais no Brasil.

Durante a campanha eleitoral de 2018, o então candidato Jair Bolsonaro não deixou dúvidas sobre o que estava por vir. Estava anunciada uma ofensiva contra ambientalistas, povos indígenas e quilombolas, sucateamento dos órgãos ambientais para “acabar com a indústria da multa”, flexibilização de leis protetivas e acenos à bancada ruralista. O processo começou no primeiro dia de governo, com a nomeação de Ricardo Salles para o Ministério do Meio Ambiente (MMA).

De lá para cá, uma sucessão de ações provocou a explosão do desmatamento e incêndios na Amazônia; o aumento das invasões em terras indígenas e públicas; e a exoneração de técnicos em órgãos de fiscalização e de monitoramento, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Para o deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), coordenador da frente ambientalista, Salles promove o desmonte da estrutura ambiental. “Desativou conselhos e perdeu fundos importantes”. O parlamentar explicou que o volume de recursos que deixou de ser investido chega a R$ 5 bilhões. “O governo mandou uma operação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para a Amazônia, que já gastou R$ 60 milhões, sem qualquer efetividade. O valor é quase o orçamento anual do Ibama, de R$ 72 milhões”, comparou. Segundo o Ministério da Defesa, no ano passado, operação semelhante de GLO na Amazônia, de 24 de agosto a 24 de outubro, custou R$ 124,5 milhões, quase o dobro dos recursos anuais do Ibama.

Márcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima (OC), disse que o governo trabalha organizado para destruição declarada do meio ambiente. 
“O presidente chegou a ameaçar que iria acabar com a pasta do Meio Ambiente. Não fez no atacado, mas está fazendo no varejo, dia a dia, reduzindo orçamento, perseguindo servidores e agredindo verbalmente os fiscais”, elencou.
Repercussão internacional

Mauricio Voivodic, diretor executivo da WWF-Brasil, assinalou que o Ibama teve sua capacidade de fiscalização reduzida. “Especialmente porque profissionais de carreira foram substituídos, em grande número, por militares sem experiência”, disse. Além disso, o Fundo Amazônia, principal mecanismo financeiro, perdeu seus principais doadores, Alemanha e Noruega, no ano passado.

Desde então, o repúdio internacional vem se amplificando. Na quarta-feira à noite, o Parlamento da Holanda aprovou moção contra o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) por conta da política ambiental brasileira. 
“O Brasil está se aplicando para a OCDE, mas, em um relatório preliminar da entidade, há três páginas criticando de forma duríssima o comportamento do governo”, disse Voivodic. “A Câmara de Comércio dos Estados Unidos também teve uma decisão de vetar o possível novo acordo Brasil/EUA, motivada pela questão ambiental”, acrescentou.
Luiza Lima, da campanha de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil, ressaltou que o projeto de destruição ambiental do atual governo ficou ainda mais claro quando o vídeo da reunião ministerial revelou a intenção de Salles de “passar a boiada”. “Foi uma fala estarrecedora, que demonstrou total falta de respeito com as famílias das vítimas.”

O ministro afirmou, ontem, que foi mal interpretado pela imprensa quando falou sobre “passar a boiada” na reunião ministerial de 22 de abril. Segundo Salles, ele quis dizer que era necessário diminuir a burocracia. 
“Não disse que a pandemia é uma oportunidade, muito pelo contrário. O que eu disse foi que certas coberturas da imprensa estão nos dando um pouco de folga no momento, porque o nível de distorção é enorme”, explicou, em entrevista à CNN.
Luiza Lima sustentou que o Ministério Público Federal tem atuação vital nesse processo. Ontem, Salles revogou um despacho assinado em abril, que anistiava desmatadores da Mata Atlântica, por pressão de ação ajuizada pelo MPF. 
“Ele invalidou o despacho, mas está entrando com ação de inconstitucionalidade. Também disse, sem pudor, que não há mudança por ter saído do Conselho da Amazônia, presidido pelo vice-presidente Hamilton Mourão”, afirmou a representante do Greenpeace.
Para Voivodic, da WWF-Brasil, uma alternativa é intensificar a demonstração de repúdio por meio de redes sociais. 
“Isso acaba dando um recado, seja para o Congresso, que tem o papel de frear propostas de retrocesso apresentadas pelo governo federal, seja para o Supremo Tribunal Federal (STF), que pode evitar medidas inconstitucionais”, defendeu. Na opinião de Astrini, do OC, sensibilização não adianta mais. “Vamos judicializar todas as possibilidades para reverter os atos danosos e evitar que o Executivo estraçalhe a nação”, completou.
Procurado pelo Correio, o Ministério do Meio Ambiente não respondeu.

Da redação | PE+ Notícias
Com informações do Diario de Pernambuco

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