29 de ago de 2017

Escolas do Sertão de Pernambuco tem as melhores marcas no Idepe


Dos 14 municípios que figuram entre o que tiveram as maiores notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de Pernambuco (Idepe) em 2016, 11 estão no Sertão do Pajeú. O indicador avalia desempenho e frequência escolar, e a metodologia é a mesma empregada, em nível nacional, para aferir o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), do governo federal. No geral, Pernambuco ficou com nota 4,1 em 2016, acima da média nacional, que é 3,5.

As cidades de Afogados da Ingazeira, Brejinho, Carnaíba, Flores, Ingazeira, Quixaba, Santa Cruz da Baixa Verde, São José do Egito, Solidão, Triunfo e Tuparetama são praticamene coladas umas às outras, próximas à divisa com o Estado da Paraíba. Em comum, têm um dado interessante: baixos índices de criminalidade. Em Ingazeira, não houve homicídio em 2017. Carnaíba, Tuparetama, Solidão e São José do Egito tiveram apenas uma morte violenta cada, entre janeiro e julho. O número mais alto de assassinatos aconteceu em Brejinho: quatro.

CAMPEÃ
A Escola Dário Gomes de Lima, em Flores, obteve as maiores notas nas categorias “anos finais do ensino fundamental” e “ensino médio” – 6,23 e 6,80, respectivamente. O segredo para o índice, segundo a gestora da unidade de ensino, Ana Lúcia Xavier, é o envolvimento da sociedade no dia a dia da instituição. “Nós trazemos as famílias para dentro da escola. Isso ajuda muito no acompanhamento e no comprometimento de todos, seja estudantes, pais e funcionários”, comenta.


Na opinião do secretário estadual de Educação, Frederico Amâncio, a integração é uma característica de todas as unidades da região.

“Lá existe uma dinâmica diferente daquela da Região Metropolitana. A maioria dos professores tem dedicação exclusiva, e as famílias estão mais presentes no cotidiano da escola”, afirma, citando que a integração com as redes municipais, desde o início do ciclo escolar, também é um fator que conta para o sucesso futuro da instituição.

Os municípios que mais se destacaram na categoria “anos iniciais do ensino fundamental” foram Jucati (1º), Tuparetama (2º) e Quixaba (3º). No segmento “anos finais do ensino fundamental”, os três primeiros colocados – do primeiro para o terceiro – foram Brejinho, Triunfo e Quixaba.

A nota geral mais alta de uma única instituição (7,91) ficou para a Escola de Aplicação do Recife, mantida pela Universidade de Pernambuco (UPE). O reitor da entidade, Pedro Falcão, explica que o resultado se deve à integração entre a pesquisa científica que é desenvolvida no campus universitário e a escola. “Privilegiamos o uso de tecnologia, e isso se reflete no resultado final”, diz.

O secretário estadual explica que os resultados são parte de um esforço que começou em 2007, ainda durante a gestão do então governador Eduardo Campos. “Naquela época, Pernambuco era 21º colocado no Ideb. Evoluímos ano a ano até chegar à primeira colocação nacional em 2015, com nota 3,9”, informa.

Ainda de acordo com Frederico Amâncio, em 2007 a diferença entre as pontuações das redes pública e privada de ensino era de 2,6. Em 2015, chegou à casa de apenas um ponto. O Estado também evoluiu no quesito “taxa de abandono escolar”. Em 2007, segundo o secretário, ocupava a 26ª colocação nacional – entre 27 unidades da federação – no ensino fundamental, com 24% dos alunos abandonando os estudos antes da conclusão. No ano passado, chegou ao primeiro lugar nacional, com taxa de apenas 1,7% de abandono. O quadro era semelhante no ensino médio, com 17,8% dos estudantes desistindo da escola em 2007, contra 1% em 2016.

Da redação | PE mais
Com informações do JC Online

Nenhum comentário:

Postar um comentário

.

.