15 de mar de 2017

Incluído na lista de delações da Odebrecht Bruno Araújo diz que seguiu legislação


O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), que foi incluído na lista das delações da Odebrecht enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, disse, por meio de uma nota curta, que solicitou doações eleitorais respeitando a legislação eleitoral vigente. Além de Bruno Araújo, outros quatro ministros também aparecem na lista da PGR que pede a abertura de 83 inquéritos contra autoridades e parlamentares.
"De acordo com a legislação eleitoral, solicitei doações para diversas empresas, inclusive a Odebrecht, como já foi anteriormente noticiado. O sistema democrático vigente estabelecia a participação de instituições privadas por meio de doações. Mantive uma relação institucional com todas essas empresas", afirmou o tucano em nota. Com o envio da lista para o STF, caberá ao ministro da Corte e relator dos processos da Lava Jato, Edson Fachin, decidir os inquéritos que serão abertos.
Araújo, que foi citado na delação premiada do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho, disse em uma entrevista recente que conhecia o delator mas destacou que "ele [Cláudio Melo Filho] se restringe a dizer de uma relação institucional que teve comigo". Na ocasião, ele também destacou que as consequências das delações e da lista de Janot, - que na época estava em elaboração – teriam resultados na Justiça e também nas eleições. "Cada eleitor vai fazer uma leitura para cada caso específico", observou.

Confira abaixo a íntegra da nota enviada pelo ministro das Cidades Bruno Araújo, sobre o fato.
De acordo com a legislação eleitoral, solicitei doações para diversas empresas, inclusive a Odebrecht, como já foi anteriormente noticiado. O sistema democrático vigente estabelecia a participação de instituições privadas por meio de doações. Mantive uma relação institucional com todas essas empresas.
Da Redação | PEmais
Com informações do 247 

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