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29 de jan de 2017

Vereadores do grupo Calabar pedem na justiça realização de uma nova eleição para Presidência da Câmara


Os vereadores Geovane César, Oscar Miguel, Demir Martins, Rogéria Coêlho e João Eugênio entraram na justiça na última sexta-feira (27) com um mandado de segurança onde pedem a anulação da eleição que elegeu Eraldo da Pedra Preta para Presidente da Câmara Municipal de Vereadores e a realização de uma nova eleição para a mesa diretora da casa legislativa Miguel Lucas de Araújo. 


Inconformados com a derrota para o colega de grupo que foi eleito com votos de vereadores da oposição, Geovane e os demais vereadores citados acima alegam que Eraldo não respeitou o regimento interno da casa. Confira o que diz o principal trecho do mandado de segurança:
"Acontece que no momento da eleição para mesa diretora do biênio 2017/2018 o vereador mais votado, José Eraldo Pereira dos Santos, que estava presidindo a sessão conforme determina o Regimento Interno em seu art. 5º convocou para ser o 1º Secretário o vereador Jurandir Ferreira Tavares, que ficou em 9º lugar entre os eleitos..." 
"O ato que o presidente da sessão praticou deixou os impetrantes indignados, pois a inobservância do que determina o Regimento Interno estava dando margens a uma interpretação que toda aquela cena já foi feita de caso pensado, por muita coincidência, o vereador que estava presidindo a sessão foi eleito presidente para o biênio 2017/2018 tendo como seu vice o primeiro secretário, prof. Jurandir, que foi convocado sem consultar os outros vereadores que tinham o direito de exercer este mister nessa tão solene sessão em que foram desprezados". 
"Diante do total desrespeito aos pares e falta de zelo pelo Regimento Interno por parte do então , os vereadores que se sentiram usurpados de seus direitos de participar da mesa se ausentaram e esperaram que fossem reestabelecido o que determina o Regimento Interno. O clima ficou tenso e o que era para ser uma sessão majestosa e alegre tornou-se uma verdadeira arquibancada em final de campeonato, com os eleitores/simpatizantes do vereador que presidia a sessão. O então presidente não convoca os vereadores que se ausentaram do plenário e fica a todo instante insuflando os populares, a situação foi tão grave que o prefeito e seu vice recém-empossados saíram, alguns convidados de honra também deixaram o local e a força policial teve que vir para assegurar a tranquilidade dos presentes, vale observar que no momento que os policiais militares chegam o presidente da sessão exalta a presença deles e diz que foi em bom momento aquela intervenção. Em determinado momento o presidente requer que o vereador prof. Jurandir assuma os trabalhos e realize a votação, faltando com respeito novamente aos vereadores presentes e com total inobservância do Regimento Interno da Casa Legislativa Municipal, todos esse fatos estão gravados em mídia digital que instrui esse Mandado de Segurança."

No trecho final do mandado de segurança os vereadores pedem que  "Liminarmente, seja ordenado ao Impetrado que ANULE O RESULTADO DA ELEIÇÃO DA MESA DIRETORA PARA O BIÊNIO 2017/2018 REALIZADO NO DIA 01/01/2017 POR FORÇA DE DETERMINAÇÃO JUDICIAL E MARQUE NOVA ELEIÇÃO PARA MESA DIRETORA PARA 48 HORAS DEPOIS DE TER SIDO INTIMADO DA DECISÃO".


Com essa ação, o clima político promete incendiar a próxima sessão da Câmara de Vereadores que deve acontecer na tarde da quinta-feira, dia 2 de fevereiro. O mal estar que se estabeleceu entre Eraldo e Geovane agora passa a ser uma guerra política, que provavelmente atingirá o prefeito Lero, que não conseguiu esconder sua predileção por Geovane.

Independentemente de qual seja o entendimento da justiça, a iniciativa encabeçada por Geovane e seus companheiros causará prejuízos políticos que pode comprometer seus mandatos e transformar a câmara num ringue político desgastante. Os próximos capítulos prometem ser carregados de muita tensão e ataques entre os parlamentares, a eleição foi em outubro mas a briga por poder continua. Enquanto isso, o município fica em segundo plano, na política uma cadeira vale mais que benefícios para a população, coisas da política.

Por Paulo Pereira
Da Redação | PEmais

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