25 de out de 2016

Rejeição ao prefeito Evilásio deixa vereadores fora da câmara em Taquaritinga do Norte

Evilásio Araújo
Foto: Imprensa Oficial de Taq. do Norte
O resultado das eleições em Taquaritinga do Norte evidenciou o mal momento vivido pelo prefeito Evilásio Araújo (PSB), que termina o segundo mandato com um alto índice de rejeição popular. Após ter fracassado na tentativa de indicar um candidato e ter sido obrigado a engolir a candidatura imposta pelo seu próprio Vice, Evilásio saiu da eleição menor do que já estava, tendo que se contentar com a indicação do Vice na chapa Calabar, a indicação de Gena foi uma provável imposição do ex-prefeito Zeca Coelho, ou seja, Gena não era propriamente o nome que o ele queria. Agora nesse período final do governo e após a eleição, Evilásio e seus aliados convivem com a incerteza se terão espaço na nova administração.

A rejeição do prefeito não atingiu só a ele, dono de um perfil coronelista e comandante de uma pífia administração, o estrago causado por suas atitudes e sua postura carregada de polêmicas acabou contaminando aliados e candidatos a vereador. Entre os mais atingidos estão, o atual líder do governo na Câmara, vereador Gilson Carlos (PSDB), o vereador Ronaldo Veiga (PV) e o vereador João da Banda (PSDB), que tiveram uma votação decepcionante nas urnas em 2016 e ficaram sem mandato.

Gilson que na câmara tornou -se um advogado do prefeito, onde muitas vezes disparou fortes críticas ao vice-prefeito Lero e seus aliados, amargou a fraca votação de 197 votos. Outro fiel defensor do prefeito que se deu mal, foi o vereador Ronaldo Veiga que também não conseguiu se reeleger, o fracasso nas urnas veio com uma votação pequena para alguém que já ocupou secretarias importantes no município, ele obteve apenas 317 votos.

Entre os novatos no grupo, nomes muito ligados ao prefeito também sofreram as consequências da insatisfação com Evilásio, o insucesso de Adriano Lage pode ser atribuído ao péssimo momento político que se encontra o gestor municipal. Sendo um dos candidatos preferidos de Evilásio e do empresário Gena Lins, de quem recebeu grande apoio na campanha, Adriano obteve apenas 387 votos. Ainda entre os novatos que disputaram vagas no grupo Calabar, o vereador João da Banda que saiu do grupo de oposição como 'traidor', abraçou-se com o prefeito e foi contaminado pela rejeição, ao abrir as urnas, o vereador teve que encarar os decepcionantes 238 votos.

Por outro lado, o mais beneficiado foi o ex-vereador Demir (PMDB), que recebeu todas as atenções durante a campanha, e tinha sua vitória como uma prioridade. Tanto Evilásio como o empresário e candidato a vice-prefeito Gena deram todas as atenções a Demir, isso causou uma ciumeira no grupo, deixando outros candidatos chateados e desmotivados, mas o que Evilásio e Gena queriam aconteceu, Demir foi eleito.  Porém, ao dar todas as condições a Demir, o prefeito deixou o vereador Luquinha da Saúde (PTB) sem mandato, tendo que se contentar com a vaga de primeiro suplente.

Mesmo o prefeito eleito sendo do mesmo grupo político, os vereadores não eleitos ainda convivem com a incerteza de que serão acomodados no novo governo, justamente por serem personagens ligados ao prefeito Evilásio, a quem aliados de Lero não querem dar espaço.

Para agravar seu momento ruim, o prefeito dizia durante a campanha que Lero venceria com mais de 1.500 votos na sede do município, mas ao abrir as urnas ele viu seu candidato perder na sede por mais de 500 votos, fato que comprova o alto índice de rejeição ao político. No final das contas, Evilásio finaliza a administração de maneira deprimente, com demissão de funcionários, Prefeitura com vários débitos e dono da maior rejeição popular que um prefeito já teve na 'Dália da Serra'.

Por Paulo Pereira
Da Redação | PEmais

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