29 de jul de 2016

Taquaritinga do Norte está em situação crítica quanto a sua gestão fiscal, afirma estudo da Firjan

taquaritinga

Nesta sexta-feira (29) foi levado a público o resultado de um estudo feito pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

O estudo avalia, com base em dados fornecidos pelos próprios municípios ao Tesouro Nacional, no ano de 2015, como está cada um deles no que diz respeito a Receita Própria, Gastos com Pessoal, Investimentos, Liquidez e Dívida Pública.

.Entenda como funciona:

O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) trabalha em uma escala numérica entre 0 e 1 ou seja: quanto mais o município se aproxima de 1, melhor está a gestão em cada um dos cinco aspectos, aumentando assim a sua média geral, que é o IFGF. O oposto acontece quando o mesmo se aproxima de zero ou seja: pior está a gestão naquele aspecto, diminuindo-se a média geral.

De acordo com o IFGF, Taquaritinga do Norte ocupa a 146ª posição em 179 municípios estudados, atingindo 0,1794 pontos. A pontuação classifica a Dália das Serras no Conceito D do estudo, ou seja, em situação crítica quanto a sua gestão fiscal, já que está inferior aos 0,4 pontos.

.O que isso representa na prática

De acordo com o estudo, o município apresenta 0,1373 pontos quando se fala de Receita Própria, o que implica em dizer que, segundo o IFGF, a prefeitura possui uma grande dependência de transferências de recursos por parte das esferas Estadual e Federal. O número é ainda menor em relação ao alcançado em 2014, quando era de 0,1531.

Quando se fala em gastos com pessoal, a situação é ainda pior segundo o estudo, já que, por ter pontuação zerada, implica em dizer que o mesmo possui uma grande despesa com seu funcionalismo ou seja: sobra ainda menos recursos para se investir em obras e ações que, de fato, beneficie seus munícipes, especialmente aquelas com recursos próprios. Confira os dados:

Foto: Firjan / reprodução

De acordo com o especialista em Desenvolvimento Econômico da Firjan, William Figueiredo, que elaborou o estudo, municípios que se encontram nessa situação precisam de um choque de gestão, de forma a diminuir gastos com pessoal e aumentar as suas fontes de arrecadação, de modo a sobrar mais recursos para investimentos futuros.
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