25 de mai de 2016

Equipe do Vaticano realiza exumação dos restos mortais do Padre Ibiapina


Mais um passo foi dado na Diocese de Guarabira para o processo de beatificação do Servo de Deus Padre José Antônio Maria Ibiapina. Na tarde do último domingo, 22 de maio, foi feita a exumação dos restos mortais do corpo do sacerdote, que viveu de 1806 a 1883.

O processo ocorreu no Memorial de Santa Fé e foi acompanhado por representantes do Vaticano. A exumação é uma das etapas da beatificação. 

“Está dentro do processo. Consta a exumação dos restos mortais do corpo e a colocação dele no lugar propriamente eclesiástico, sob os cuidados da Igreja. Estamos cumprindo todas as etapas”, explicou o bispo dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, responsável pela Diocese de Guarabira.
A verificação dos restos mortais do padre, que faleceu em 19 de fevereiro de 1883 no município de Solânea, foi feita por aproximadamente oito pessoas, entre elas ostécnicos de Roma, padre Paolo Lombardo e Paolo Vilotta. Ambos participaram de outros processos no Brasil, como os de Inhá Chica, Irmã Dulce, Irmã Benigma e Irmão Victor.


A retirada dos restos mortais emocionou quem acompanhou o processo.
“Foi de fato muito marcante, dentro de um rito litúrgico. Quando se quebrou a pedra e abrimos a urna onde estavam os restos mortais do Servo de Deus, fizemos orações e louvamos a Deus”, comentou o bispo dom Lucena.
Padre Ibiapina

Homem culto, filho de Francisco Miguel Pereira e Teresa Maria, formou-se em Direito, tendo ocupado cargos na magistratura e na Câmara dos Deputados. Decepcionado, abandonou a vida civil para seguir o catolicismo. Aos 47 anos, iniciou uma obra missionária, percorrendo a região Nordeste em missões evangelizadoras, erguendo inúmeras casas de caridade, igrejas, capelas, cemitérios, cacimbas d'água, açudes. Ensinou técnicas agrícolas aos sertanejos, atuação que inspirou no Nordeste o Padre Cícero e Antônio Conselheiro, e defendeu os direitos dos trabalhadores rurais.

O zelo apostólico do Padre José Antônio Pereira Ibiapina, no percurso do século XIX, no interior do Nordeste brasileiro, deixou marcas significativas, não apenas na organização posterior da Igreja, mas, sobretudo, na vida das pequenas comunidades desta região.

Nertan Macedo, jornalista-pesquisador sério da história sertaneja cearense, afirma que Conselheiro, possivelmente teve oportunidade de participar das pregações do Padre Ibiapina na região de Ipu, Ceará, quando ali morou e que certamente teve forte influência deste missionário. Para reforçar sua tese afirma que o tratamento de "meu Pai" e a saudação "Louvado seja N. S. Jesus Cristo" adotada por Conselheiro e seus seguidores, foram copiadas da prática ibiapiniana.

Da redação | PE mais 

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