16 de jun de 2015

Geraldo Julio enfrenta dissidência de aliados PDT e PSDB para 2016

Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR.
Por Mariana Araújo do Jornal do Commercio.

A base partidária de apoio do prefeito Geraldo Julio para as eleições do próximo ano, quando o socialista tentará a reeleição, pode perder duas legendas que atualmente estão na sua gestão. Pelo menos dois partidos atuam tanto na gestão quanto na oposição.

Trata-se do PDT, que ocupa a secretaria executiva de Defesa dos Animais, com Rodrigo Vidal, e a secretaria executiva de Articulação Social, com Welligton Batista, além do PSDB, chamado para compor o quadro há quatro meses, com a nomeação da vereadora Aline Mariano para a Secretaria de Enfrentamento ao Crack.

A estrutura começou a fraquejar quando o presidente do PDT, Carlos Lupi, anunciou na semana passada o nome de Paulo Rubem, presidente da Fundaj, para disputar a prefeitura em 2016. E o PSDB confirmou o nome de Daniel Coelho, deputado federal e que ficou em segundo lugar no pleito de 2012.

Geraldo Julio já teria começado o seu cerco. Segundo uma fonte próxima ao socialista, ele teria interesse em conversar com a vereadora Isabella de Roldão (PDT), uma das suas principais opositoras na Câmara Municipal, além de ampliar a atuação do partido na gestão.

O objetivo seria atrair de vez o PDT para sua base. Isabella disse que não foi convidada pelo prefeito. “Não tenho inimizade. Acho bom o diálogo, o contraponto é que faz a gente crescer. Mas não estamos lutando por espaço, mas sim no campo de ações”, afirmou Isabella.

“O PDT sempre foi aliado do PSB. Vamos construir caminhos para permanecer com a aliança”, declarou o presidente do PSB-PE, Sileno Guedes.

Já Aline Mariano afirmou que considera cedo um debate sobre as eleições de 2016 e que divulgar o nome do candidato é precipitado. Segundo a tucana, sua situação permanece a mesma na gestão socialista. “No meu caso, não muda absolutamente nada. Meu foco é trabalhar e mostrar resultado”, declarou.

Segundo Aline, a decisão de o PSDB lançar candidato no Recife deve partir do senador Aécio Neves (MG), presidente nacional da legenda. “Isso passa pela instância nacional, de como Aécio vai ver o Estado de Pernambuco. Se o partido entender que é melhor seguir um novo caminho, isso será visto mais para frente”, completou.

A tucana afirmou, ainda, que acredita numa afinidade entre PSDB e PSB, já que os socialistas apoiaram Aécio Neves no segundo turno da eleição presidencial no ano passado. “Geraldo Julio, inclusive, foi coordenador da campanha de Aécio aqui”, lembrou.

Geraldo Julio dá sinais de que não pretende romper com o PSDB.“Aline está fazendo um grande trabalho e foi convidada porque é militante da área. Qualquer partido que queira discutir 2016 antes, a gente não vai fazer isso. Ela continua trabalhando com a gente aqui”, disse o gestor.

Caso o PSDB apresente a candidatura no próximo ano, o rompimento da legenda terá que ser também no âmbito estadual. “A primeira coisa que tem que ser feita é o afastamento do governo estadual por parte do partido”, explicou Aline. O PSDB detém a secretaria de Microempresas, Qualificação e Trabalho, com Evandro Avelar, e a Jucepe, com Terezinha Nunes.

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