5 de mai de 2015

Vendedores reclamam de lixo e falta de estrutura em feira de Toritama

Eles dizem que situação gera baixa nas vendas e até problemas de saúde.
Diretor de Meio Ambiente reunirá equipe para 'ver o que pode ser feito'.


Comerciantes que mantinham bancos às margens da BR-104 foram relocados, há pouco mais de um ano, para ruas transversais de um trecho em Toritama, Agreste pernambucano. No local em que ficavam, há um estacionamento, parte de projeto para revitalizar a feira. Onde atualmente estão, eles reclamam que falta estrutura e do lixo.

Os comerciantes dizem que há prejuízos devido à situação e alguns até já abandonaram bancos. Josefa Patrícia Aquino conta que, quando trabalhava no outro lugar, vendia de 500 a 600 peças.
"Aqui eu vendo de 100 a 150", lamenta. "Depois que mudou, caíram as vendas em 90%. Eu comprava por semana de 10 a 12 rolos de malha; hoje eu estou comprando de 10kg a 12kg", afirma Cristina Siqueira.
Diretor de Meio Ambiente diz que área tem serviço
diferente (Foto: Reprodução/ TV Asa Branca)
Os clientes têm de enfrentar a situação, além da fedentina e de animais. Para resolver tantos problemas, procurar a prefeitura não seria o bastante, segundo o comerciante José Patrício Sobrinho.
"Já procurei três vezes pra virem aqui. Eles disseram que vinham, mas que não vêm no domingo porque não pode fazer a coleta por conta dos bancos, mas é direto aqui esse lixo, não sai não. Aqui é porco, aqui é rato, meio mundo de coisas, uma nojeira".
A saúde também é afetada.

"Prejudica muito. Até com problema de saúde eu me encontro, gripado devido à poeira, excesso de poeira", relata o feirante Paulo de Souza Oliveira.

Resposta da prefeitura
O caso é acompanhado pela TV Asa Branca e a matéria foi exibida nesta segunda-feira (4). À equipe do telejornal, o diretor Manassés Pedro Sanatana, de Meio Ambiente, falou que "a equipe da limpeza urbana faz um recolhimento mais específico para aquela área", pois não se trata de um espaço "muito residencial", e sim "industrial".

Indagado sobre a limpeza antes que a feira ocorra, para que haja condições dignas aos vendedores e clientes, Manassés Pedro reconhece que esse seria o ideal.
"A partir do momento da reportagem, quero deixar clara a disposição de intensificar ainda mais o recolhimento desse lixo, tendo em vista a reclamação. E a gente tem, como gestão pública e como gestor, de atender os anseios da população. Então, eu vou tentar reunir a equipe do lixo, a empresa, e sentar e ver o que pode ser feito nesses dois dias que antecedem à feira".
Do G1 Caruaru

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