19 de abr de 2015

Marina: impeachment é aventura sem base legal



“Não se pode enveredar por uma aventura”. Essa é a opinião da ex-ministra do Meio Ambiente e líder da Rede Sustentabilidade Marina Silva sobre a ideia de impeachment da presidente DIlma Rousseff (PT) levada a cabo pelo presidente nacional do PSDB e senador por Minas Gerais Aécio Neves. Para a ex-líder seringueira, que concedeu longa entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada neste domingo, a proposta de impedimento não pode passar por cima da materialidade dos fatos.

Sem base material, diz Marina, não motivos para o impeachment:
“Porque responsabilidade política não significa responsabilidade material, em que você tem uma acusação peremptória de envolvimento direto. Não devemos ir pelo caminho de instrumentalizar a crise. Neste momento, é preciso muita responsabilidade com o País.”
A ex-candidata presidencial acha correto que setores da oposição se movam com responsabilidade no debate do impeachment, a exemplo do PSB (sigla que cedeu-lhe a legenda para a disputa de 2014), que afasta a ideia. Para ela, no entanto, só isso não basta. 

“Na prática, você já tem quase uma cassação branca de um governo que acaba de ser eleito”, diz, ao dizer que economia está nas mãos do Levy (Joaquim, ministro da Fazenda) e a política está nas mãos do PMDB.

A ex-ministra ainda faz calorosos elogios à postura do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diante da crise:
“Ele está se movendo com muita responsabilidade, tendo um comportamento muito republicano na atual crise, e também teve uma atitude muito correta e muito democrática na transição do governo dele para o do presidente Lula.”
Marina, naturalmente, não poupa Dilma, Lula e o PT (partido que ajudou a fundar) de duras críticas, mas relaciona ainda a omissão do PSDB como um forte estímulo à crise política atual.

Informações do Estadão.

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